ESG nas empresas: energia regenerativa como pilar de impacto ambiental e estratégico
ESG nas empresas não é mais apenas uma tendência. Segundo o relatório Global Investor Survey 2024, 71% dos investidores acreditam que as empresas devem incorporar ESG diretamente à sua estratégia corporativa. A pressão é clara: mais de 75% dos investidores de mercados privados afirmam que pretendem descontinuar investimentos em produtos que não atendam critérios ESG.
Esse movimento se reflete no Brasil. Segundo a PwC, 91% das empresas listadas no Ibovespa já divulgam informações ESG (Environmental, Social and Governance). O desafio está em transformar essas divulgações em impacto real — com indicadores que resistam a auditorias, regulações internacionais e exigências de financiamento sustentável.
Enquanto muitos ainda tratam ESG como checklist ou reputação estática, algumas organizações estão estruturando respostas operacionais. É nesse ponto que energia regenerativa entra. Ao transformar resíduos orgânicos em biometano, fertilizantes biológicos e CO₂ biogênico com rastreabilidade total, ela atua diretamente sobre os três pilares do ESG:
- Ambiental: reduz emissões nos escopos 1 e 3, substitui combustíveis fósseis e promove circularidade de insumos.
- Social: gera empregos locais, fortalece cadeias agroindustriais e amplia o acesso a energia descentralizada.
- Governança: permite rastreabilidade de carbono, compliance técnico e transparência nos relatórios ESG.
Empresas que internalizam esse modelo operam com menos risco regulatório, mais previsibilidade e maior alinhamento com métricas exigidas por mercados e investidores. A regeneração energética não é uma resposta retórica. É um modelo de operação com valor climático, social e financeiro mensurável.
Quer saber mais sobre a conexão entre regeneração do planeta e práticas de ESG nas empresas? Continue a leitura do artigo!
Onde a energia regenerativa e as práticas de ESG nas empresas se conectam?
A energia regenerativa oferece uma via operacional concreta para empresas que buscam estruturar suas metas ESG com rastreabilidade, performance e retorno. Seu diferencial está em articular indicadores ambientais, sociais e de governança dentro da própria cadeia produtiva, sem depender de mecanismos externos de compensação.
Ambiental (E)
Projetos regenerativos atuam diretamente na redução das emissões de escopos 1 e 3. O biometano substitui combustíveis fósseis em frotas, caldeiras e sistemas térmicos. A digestão anaeróbica evita emissões fugitivas de metano ao tratar resíduos orgânicos. O CO₂ biogênico, quando capturado e reutilizado, deixa de ser um passivo climático e passa a integrar fluxos produtivos com impacto neutro. Tudo isso dentro de uma lógica de circularidade com métricas mensuráveis.
Social (S)
A operação regenerativa descentraliza a geração de energia e cria novas oportunidades para produtores, cooperativas e municípios. Gera empregos locais, fomenta tecnologias aplicadas ao agro e amplia o acesso a bioinsumos como fertilizantes orgânicos. Esse modelo fortalece cadeias produtivas regionais, valoriza o território e reduz desigualdades estruturais no campo energético.
Governança (G)
A rastreabilidade do carbono biogênico, o controle sobre os volumes tratados, os indicadores de emissões evitadas e a substituição de insumos fósseis são métricas auditáveis. Elas podem ser integradas aos relatórios ESG com base técnica e metodologias reconhecidas, como o GHG Protocol e o sistema de certificação do RenovaBio. Isso aumenta a transparência, reduz riscos regulatórios e fortalece o posicionamento das empresas junto a investidores e mercados com exigências ambientais.
Integrar energia regenerativa às estratégias ESG nas empresas não é apenas uma decisão ambiental. É uma escolha de estrutura. Afinal, empresas que constroem sobre essa base operam com mais eficiência, mais previsibilidade e maior coerência entre discurso e prática.
Na prática, isso significa:
Menor exposição regulatória
Setores como agroindústria, alimentos, transportes e energia já enfrentam exigências crescentes por inventários de carbono e metas de redução. Modelos regenerativos permitem comprovar emissões evitadas com base técnica, reduzindo riscos e custos com compensações externas e, claro, fortalecendo o ESG nas empresas de forma operacional.
Vantagem competitiva em licitações e ESG rating
Ao estruturar indicadores concretos de escopo 1 e 3, empresas que operam com energia regenerativa elevam sua nota em avaliações de sustentabilidade. Isso amplia suas chances em compras públicas, contratos privados e fundos voltados a boas práticas de ESG nas empresas.
Geração de novos negócios
A integração entre produção energética, fertilizantes e captura de CO₂, abre novas frentes de receita e reduz a dependência de mercados instáveis. Isso torna o modelo mais resiliente e conectado às tendências globais que guiam o fortalecimento do ESG nas empresas líderes de mercado.
Posicionamento alinhado ao futuro da economia
Regenerar é mais do que produzir de forma limpa. É participar da transição para uma economia baseada em fluxos circulares, eficiência energética e uso inteligente de recursos. Esses fundamentos são cada vez mais exigidos nos pilares ESG.
Em um cenário em que consumidores, investidores e governos cobram soluções práticas para a crise climática, as práticas de ESG nas empresas se tornam mais do que um diferencial. São um novo padrão. E aquelas que incorporam a transição energética como pilar de sua atuação saem na frente. Elas não apenas se adaptam ao presente, mas ajudam a moldar o futuro.
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